O papel da mídia

O propósito da mídia não é informar o que acontece, mas sim moldar a opinião pública de acordo com a vontade e o interesse do poder corporativo dominante.

Estratégias de manipulação da mídia:


1. A estratégia da distração.


O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, sem nenhum tempo para pensar. Ex: televisão, carnaval, futebol e religião.


2. Criar problemas e depois oferecer soluções.


Cria-se um problema, uma situação previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Ou também, criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.


3. A estratégia da gradualidade.


Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos.


4. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade.


A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentam enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então provavelmente, ela terá uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico.


5. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão.


Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.


6. Manter o público na ignorância e na mediocridade.


Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar.


7. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.


Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.


8. Reforçar a auto-culpabilidade.


Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-desvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!


9. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.


No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o sistema tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.


Outras técnicas:


- Implantar a idéia de que o estado sabe o que e melhor p/ você, mais que você mesmo.


- Fazer as pessoas acreditarem que o melhor é mesmo desarmar a população.


- Tentar definir como os outros devem pensar, e desmerecer qualquer coisa que venha a divergir deles (deles = os que estão no poder, a classe dominante, os de maior poder econômico).

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